Eleitores de Bolsonaro doam R$ 1,3 mi para Santa Casa

Mobilização e doação

oto: Rui Porto Filho / Agif / Estadão Conteúdo
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Hospital onde o presidente eleito ficou internado durante a campanha divulgou balanço; mobilização espontânea começou nas redes sociais.

Após mobilização que começou nas redes sociais, eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) doaram R$ 1.306.269,00 para a Santa Casa de Juiz de Fora (MG). O balanço do valor arrecadado foi divulgado nesta segunda-feira, 10, e apontou que 54.905 pessoas participaram da mobilização para ajudar o hospital onde o presidente eleito ficou internado após ser esfaqueado durante a campanha para a presidência da República. O anúncio foi feito pelo presidente da Santa Casa, Renato Villela Loures, que esclareceu tratar-se de uma campanha espontânea e que não teve a participação do hospital. Ela foi desenvolvida via redes sociais, com os eleitores divulgando em suas páginas um número de conta bancária para as doações. O dinheiro arrecadado será investido em um novo CTI (Centro de Terapia Intensiva).

O objetivo da ação seria agradecer e retribuir o atendimento prestado a Bolsonaro, que foi levado para a instituição após ser esfaqueado no dia 6 de setembro em Juiz de Fora. Ele chegou até a fazer uma cirurgia na Santa Casa, mas no dia seguinte foi transferido para o Hospital Albert Einstein, na capital paulista. Bolsonaro também tentou doar sobras de campanha para a Santa Casa, mas esbarrou na legislação e resolveu agir como deputado federal, cargo que ocupa até assumir a Presidência. Apresentou então uma emenda destinando R$ 2 milhões para o hospital. “Mas esse dinheiro ainda não chegou”, diz o presidente Renato Villela. Segundo ele, essa verba parlamentar deverá ser revertida para o custeio da Santa Casa.

CRISE

Villela esteve no último dia 20, acompanhado de outros gestores, em reunião com Bolsonaro. Na ocasião, foi entregue ao futuro presidente uma pauta de reivindicações, apontando que as Santas Casas do País acumulam dívida de R$ 24 bilhões e que a situação pode piorar ainda muito mais se nada for feito para o setor. “O sistema público de saúde do País pode entrar em um caos, e aí seria muito difícil a regularização em curto espaço de tempo”, disse Villela.  Informações do Estadão Conteúdo

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